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Fuente: Exame.com

Arcor: com receita de R$ 1,3 bi no Brasil, CEO aposta em mais inovação

Aos 70 anos, a Arcor, dona da Tortuguita e 7 Belo, que se modernizar. Para isto, 80 milhões de reais são investidos no Brasil e Luis Alejandro Pagani, CEO global, detalha planos em

Na pandemia da covid-19 os alimentos passaram a ter também a função de prazer e alívio. Neste contexto, ao menos 7% dos brasileiros afirmam comer mais doces do que antes, e 63% deles consomem doces duas vezes ou mais na semana, segundo a ConVid - Pesquisa de Comportamento, feito pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em parceria com a UFMG e Unicamp.

Para as marcas, há o contínuo desafio de estar entre as preferidas, além de atender as ocasiões de compra, marcando presença também online. De olho nisto, a fabricante de alimentos Arcor, dona de marcas como Tortuguita e 7 Belo anuncia planos de inovação e expansão. A empresa Argentina investe 80 milhões de reais na operação brasileira, especialmente nas frentes de marketing e e-commerce e espera crescer 20%.

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"O crescimento constante faz parte do DNA da companhia, que busca se tornar mais competitiva com a modernização de suas plantas, ampliação de capacidade e inovação. Completa 70 anos no mundo e 40 anos no Brasil ao acreditar no potencial de momentos como este, no qual apostamos na retomada rápida da economia nos próximos semestres", diz Luis Alejandro Pagani, presidente global da Arcor.

Confira a entrevista exclusiva do executivo à EXAME.

-Quais os investimentos previstos?

Este ano estamos investindo no Brasil mais de 20 milhões de reais em nossas unidades fabris, aumentando capacidade, modernizando processos e trazendo novas linhas de produtos.

Por outro lado, também ampliamos os investimentos na modernização das ferramentas de mercado e no trade marketing para casa dos 60 milhões de reais ao ano, oferecendo uma melhor proposta nos canais tradicionais e e-commerce.

Em relação a ambos investimentos, o setor de biscoitos representa 50% destes valores e as categorias de chocolate e de guloseimas estão divididas de forma próxima, ou seja, cerca de 25% cada.

Como a operação acontecerá?

É fundamental destacar que desenvolvemos uma estratégia que garante um investimento contínuo para manter nossas fábricas com o que há de mais moderno. Além do reinvestimento permanente dos lucros, acredito que um dos pontos fortes está na diversificação comercial.

A empresa é composta por três divisões de negócios: Consumo de Massa (Alimentos, Chocolates, Biscoitos, Doces, Sorvetes e Alimentos Funcionais), Agroindústria e Embalagem, e é integrada verticalmente, o que significa que também produzimos muitos dos ingredientes do nosso produto, como açúcar, glicose, frutose, maltose, papelão, filme e até leite. Isso garante o controle total de todo o processo de produção.

A partir disto, agora buscamos a expansão no e-commerce e o desenvolvimento da marca Tortuguita nas plataformas digitais, além de toda ampliação no suporte para as marcas core como, Butter Toffees, Bon o Bon, Arcor, Triunfo e Aymoré.        

Outro ponto importante, é relação ao modelo de distribuição de classe mundial e a capacidade da empresa em construir alianças estratégicas com outras empresas.

-De que modo as parcerias com outras empresas ocorrem?

Participamos de organizações como a Bagley Latin America com o grupo francês Danone; a associação produtiva no México com o Grupo Bimbo e a aliança com a Mastellone-La Serenísima, principal empresa de laticínios da Argentina.

Outro exemplo é a recente parceria com Guaraná Antarctica, um ícone brasileiro que completa 100 anos e pela primeira vez, se torna balas, chicles e pirulitos. Apostamos nisto porque mesmo diante de um cenário desafiador e um ano atípico, a empresa vem realizando investimentos e pretende crescer 15% este ano no mercado de guloseimas.

-Como a pandemia afeta os negócios da Arcor?

Os resultados da Arcor do Brasil são positivos, fechamos 2020 com resultado aproximadamente 5% superior a 2019. O lucro foi de 3% sobre o faturamento. Para 2021 almejamos um crescimento aproximado de 20% nas vendas. Hoje, a empresa fatura mais de R$ 1,3 bilhão por ano no país.

Durante a pandemia, a pressão e os desafios que o momento exigia já eram muitos, por isso, a busca por comfort foods ficou mais constante. Além disto, as restrições de locomoção e de funcionamento de lojas estimularam o uso de aplicativos para realização de compras, reforçando a comodidade em receber os produtos em casa. Sendo assim, acreditamos que as vendas on-line se manterão fortes nos próximos anos e investimos nesta frente.

-Qual a estratégia da empresa para o mercado brasileiro nos próximos anos?

O mercado brasileiro é muito dinâmico e com muitas oportunidades. Nossa estratégia está pautada no desenvolvimento sustentável da nossa unidade, através de inovação e expansão na distribuição das categorias de chocolates, biscoitos e guloseimas, além do ingresso em novas categorias, respondendo às novas tendências de consumo atreladas aos hábitos de vida saudáveis.

-Qual a importância do Brasil dentro dos negócios globais?

O Brasil tem sido um dos marcos mais importantes na projeção regional da empresa e o desembarque neste mercado se materializou em 1981, com a compra da Nechar, empresa de doces local. Hoje temos 40 anos de história no país, empregamos 4 mil pessoas e cerca de 95% do que é vendido e exportado no país é fabricado localmente.

A Arcor do Brasil é o principal negócio do grupo fora da Argentina e representa 12% dos negócios globais. É um país extremamente estratégico para o desenvolvimento da companhia. Com 5 unidades de negócios, produzimos chocolates, biscoitos e guloseimas, dos quais atendemos todo mercado nacional e exportamos para mais de 60 países.

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